Publicado por: sdaviseu | 26 de Fevereiro de 2013

Bispo das Forças Armadas pede resignação

D. Januário Torgal Ferreira é responsável pelo Ordinariato Castrense desde 2001

D. Januário Torgal Ferreira
Bispo das Forças Armadas

O bispo das Forças Armadas e de Segurança, D. Januário Torgal Ferreira, completa 75 anos de idade e apresentou a sua renúncia ao cargo, conforme determina o Código de Direito Canónico.

O prelado revelou à Agência ECCLESIA que fez o pedido no dia 18 de dezembro e já teve a indicação de que o mesmo foi “aceite”, embora tenha de esperar pela confirmação oficial da decisão do Papa.

O cânone 401, parágrafo 1, do principal documento legislativo da Igreja Católica determina que o bispo diocesano “que tiver completado 75 anos de idade” apresente a renúncia do ofício ao Papa, “o qual providenciará depois de examinadas todas as circunstâncias”.

D. Januário Torgal Ferreira foi nomeado auxiliar do Ordinariato Castrense, com o título de bispo de Gaudiaba, a 22 de abril de 1989, assumindo o cargo de vigário-geral castrense a 25 de agosto do mesmo ano, um mês depois de ter sido ordenado bispo na igreja da Santíssima Trindade, no Porto.

No dia 3 de maio de 2001 foi nomeado bispo das Forças Armadas e de Segurança, tomando posse em junho desse ano.

De 1993 a 1999 foi porta-voz e secretário da Conferência Episcopal Portuguesa; desde a sua ordenação episcopal assumiu vários cargos nas Comissão Episcopais ligadas às áreas da Pastoral Social e Mobilidade Humana, para além de presidir à secção lusa do movimento católico internacional ‘Pax Christi’.

A 24 de junho de 2008 foi distinguido pelo Chefe de Estado-Maior do Exército, General José Luís Pinto Ramalho, com a medalha D. Afonso Henriques, mérito do Exército, 1ª classe.

O Comando do Exército quis reconhecer “o insigne e sublime contributo e apoio prestados a este ramo por D. Januário Torgal Mendes Ferreira, ao longo de décadas de inexcedível dedicação e de assistência militar religiosa, prestando tributo às suas qualidades e à sua estima pelas virtudes militares, que definem um perfil de cidadão e de sacerdote de exceção inequivocamente para o cumprimento da missão do Exército”.

Durante o mandato do prelado foi regulamentada a assistência religiosa no setor, de acordo com a Concordata assinada em 2004 entre Portugal e a Santa Sé.

O Despacho n.º 3708/2010 determina que o Serviço de Assistência Religiosa das Forças Armadas e das Forças de Segurança seja constituído pela Capelania Mor e pelos centros de assistência religiosa da Armada, do Exército, da Força Aérea, da Guarda Nacional Republicana e da Polícia de Segurança Pública.

A Capelania Mor é um órgão de natureza inter-religiosa integrado no Serviço de Assistência Religiosa das Forças Armadas e das Forças de Segurança, que assegura” o regular funcionamento da assistência” e compreende na sua composição um capelão-chefe, por cada confissão professada, que coordena a respetiva assistência religiosa.

OC | in agência ecclesia

Foto: expresso.sapo.pt

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