É Domingo! Juntos na FÉsta…

A PALAVRA DE DEUS DO DOMINGO

XXVIII DOMINGO TEMPO COMUM – ANO C

13 de outubro de 2013

AS LEITURAS DO DIA

2Re 5,14-17: Naamã foi ter com o homem de Deus.

Salmo 97: Diante dos povos manifestou Deus a salvação.

 2 Tim 2, 8-13: Se sofremos com Cristo, também cm Ele reinaremos.

Evangelho Lc 17, 11-19: Jesus, Mestre, tem compaixão de nós.

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A PALAVRA É MEDITADA…

Não é fácil por-se nos panos dos leprosos que viviam na época de Jesus, porque a lepra não er auma doença qualquer. Não atingia apenas o corpo, que lentamente se ia desfigurando, até formar chagas horriveis, com os membros decepados e enormes dores. A lepra obrigava a sair da própria aldeia, da própria casa. Assim, precismaente quando se tinha mais necessidade de conforto e de assistência dos familiares, era-se obrigado à separação deles. Porquê uma lei assim tão desumana? Porque o medo do contágio, a necessidade de se precaver contra qualquer tipo de contacto levava a medias dráticas.  

E depois… e depois não se era apenas excluídos, marginalizados, abandonados a si próprios. Insinuava-se muitas vezes a suspeita que uma doença do género não podia ser se não um castigo de Deus por qualquer culpa escondida. Assim a lepra de doença tremenda torna-se também uma espécie de marca ignominiosa.  

Eis o que estavam a viver aqueles dez que encontram Jesus. Estão na mais penosa situação de necessidade. E todavia cuidam-se bem para não infrangir as normas estabelecidas. Páram “à distância” e para se fazer ouvir, “levantam a voz”. A sua é uma súplica cuidada: “Jesus, mestre, tem piedade de nós”!

À primeira vista, poderiamos concluir: mas que grande fé! Dirigem-se a Jesus porque Ele é o único que pode fazer o milagre, o único que os pode tirar para fora daquela situação desesperada …

E afinal, não. Do seguimento da narração é l´cito concluir que apenas para um dos dez aquilo foi um encontro de graça, que transformou a vida. Porque só ele tinha verdadeiramente fé em Jesus.  

Os outros nove eram levados pela necessidade, pela angústia, pelo sofrimento. Pensavam na cura. Aquilo que lhes interessava era a sua cura, não Jesus. Não a sua mensagem, não uma relação autêntica com Ele.  

Portanto, só um volta atrás. E é um estrangeiro, um samaritano. Um que, afinal de contas, não pertence ao povo de Israel e cuja religião é um pouco herética.

É este que regressa, e se deita aos pés de Jesus para lhe agradecer. Aquele gesto, as palavras que o acompanham, são o sinal da fé. De uma fé que, através do sinal, atinge alcança aquele que o realizou. Através da graça. Dá início a uma relação. Através da cura chega a salvação.

É claro, então, que todos os dez foram curados, mas um só recebeu a salvação.Os dez viram curado o seu corpo, mas um só foi completamente transformado: no coração, na alma, na existência.

Devemos imediatamente antever atrás do pedido premente de milagres um indício claro de fé? O Evangelho de hoje convida-nos a discernir: se aquilo que está a peito é a relação com Deus, sim. Se esta relação não conta grande coisa, não. É apenas uma questão de necessidade. 

(In Qumran, tradução livre de fr. José)

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ORAÇÃO

Senhor Jesus, somos todos leprosos:

Precisamos de ser curados.  

Somos leprosos com os pensamentos nunca límpidos,  

Com os afectos nunca totalmente purificados,  

Com a fé nem sempre forte.

Curar-nos-emos quando obedecermos ao teu Evangelho.

A fé cura e salva.

Fé no poder salvífico de Deus.

Muitas vezes reduzimos a nossa fé

a religiosidade respeitosa e feita de obséquios para com as leis,

ou então a reconhecer em ti o Mestre.

É necessário acolher-te como Salvador.  

Por vezes, sentimo-nos no direito de receber a cura,  

Não sentimos o dever de te agradecer.  

Habituamo-nos aos teus dons

e perdemos a admiração pela gratuidade,

não experimentamos a alegria da salvação.

Agradecer é reconhecer o teu amor por nós,  

Regressar a ti e dizer-te obrigado,  

Estabelecer uma relação entre ti que dá com amor

e nós que recebemos os teus dons.

Ó Jesus, dá-nos uma fé autêntica

Com a qual pedir e obter.

Cura-nos com o teu amor misericordioso.

Ámen. 

 

frei José Augusto Marques (OFMConv.)

 

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